terça-feira, 27 de novembro de 2018

Nas minhas mãos

“tendo ouvido a fama de Jesus, vindo por trás dele, por entre a multidão, tocou-lhe a veste. Porque, dizia: Se eu apenas lhe tocar as vestes, ficarei curada”. (Mc 5:27-28)

Depois que ouviu acerca de Jesus, dos milagres que se operavam por seu intermédio, a mulher desse episódio relatado no Evangelho de Marcos, se sentiu desafiada a pôr fim ao seu sofrimento que já durava doze anos. Ela gastou tudo quanto possuía, sem conseguir alcançar a sua cura, pelo contrário, sua situação estava cada vez pior.

A fé brotou no seu coração, e isso fez com que saísse do comum. Ela disse para si mesma: “se eu apenas lhe tocar as vestes, ficarei curada”. Repare que uma meta foi estabelecida por ela. Jesus nem sabia o que estava acontecendo, mas a sua fé despertou no seu íntimo o desejo de fazer algo que ela ainda não havia feito.

A fé deve me desafiar a fazer o que eu ainda não fiz. Deve me levar a sair do comum estabelecendo um compromisso com o meu Senhor. Aquela mulher não tinha dúvida da capacidade curadora que fluía de Jesus. Por isso, de certa forma, ela assumiu a responsabilidade. De certo modo, ela estava dizendo: “Não depende mais dele, agora depende de mim”.

Quantas vezes falamos que as coisas estão nas mãos de Deus. De fato, tudo está nas mãos de Deus. Porém, em muitas situações falamos isso para tirar de sobre nós a responsabilidade. É como se empurrássemos para Deus o problema, sem admitir que nessa relação com o Senhor, existe uma parte que nos compete.

É aí que está a grandeza da fé dessa anônima mulher. Ela diz para si mesma: “não está mais nas mãos de Deus, está nas minhas mãos. Se eu tocar nas suas vestes, ficarei curada”.


Laerte Cardoso

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