domingo, 16 de dezembro de 2018

Faça a escolha certa


Gênesis 25:29-34

Introdução: a vida nos leva a fazer escolhas, e escolher nem sempre é fácil. Por isso, precisamos de orientação divina para escolher o certo e não sermos iludidos pelo inimigo nem pela nossa própria cobiça. Em Hebreus 5:14, a Bíblia nos ensina que “o alimento sólido é para os adultos, para aqueles que, pela prática, têm as suas faculdades exercitadas para discernir não somente o bem, mas também o mal”.  Este versículo afirma que o amadurecimento nos leva à uma prática de vida que permite discernir o que é certo e o que é errado, se nos alimentarmos de comida espiritual sólida.

Em Gênesis 25, nós encontramos a história de Esaú, filho de Isaque e neto de Abraão. Esaú é exemplo de uma pessoa que escolheu errado, o que acabou comprometendo o seu futuro. A Bíblia diz que, certa ocasião, quando ele voltou de uma caçada, por estar muito cansado e com fome, trocou com seu irmão, Jacó, o seu direito de primogenitura por um prato de lentilhas. Foi uma escolha infeliz, o que ele deu para o seu irmão era muito mais valioso do que um simples prato de comida que recebeu. A escolha de Esaú foi motivada por quatro aspectos.

Vejamos, então, como foi que ele agiu?

Deixou que sua carne falasse mais alto Esaú escolheu errado porque agiu segundo os apelos da sua própria carne. O cansaço físico e a fome que sentia falaram mais alto do que a sua capacidade de resistir. Naquele momento, para ele, o direito de primogenitura perdeu o valor. O que interessava era saciar a sua necessidade, mesmo que para isso tivesse que jogar fora algo tão importante. Quando as necessidades da nossa carne nos guiam, não demorará muito para sermos iludidos. Não valorizamos o que merece ser valorizado e, fatalmente, faremos escolhas erradas. Em Gálatas 5:16, Paulo nos orienta a “andarmos no Espírito para não satisfazermos a vontade da carne”. Andar no Espírito significa depender de Deus.

Precipitou-se sua escolha foi precipitada. Quando Jacó viu que ele estava faminto, aproveitou a oportunidade para pressionar Esaú. Por sua vez, mesmo sabendo que era uma troca desigual, Esaú cedeu à pressão. No versículo 32, Esaú disse que estava a ponto de morrer e por isso a primogenitura não tinha mais valor para ele. Todavia, sabemos que a sua impaciência foi que o levou a escolher um prato de comida e renunciar aos benefícios de ser o primogênito. Por mais cansado e faminto que pudesse estar, esperar mais alguns minutos não o levaria à morte. Sua mãe poderia preparar uma comida sem que tivesse que jogar fora a bênção de ser o primogênito. Precipitar-se numa escolha é desconsiderar critérios, e Esaú não levou em consideração critério algum. Se tivesse parado para pensar antes de escolher, certamente, não teria se precipitado. Portanto, antes de escolher, consulte a Deus e busque conselho.

Mostrou desinteresse pelas bênçãos espirituais o terceiro erro de Esaú foi mostrar desinteresse pelas bênçãos espirituais. O mundo material exerce muita influência sobre a vida do homem. A grande maioria das pessoas vive por aquilo que está vendo, com isso, o que é espiritual fica em segundo plano. Para elas, as coisas espirituais não têm importância alguma e, por isso, não merecem investimento.

Como primogênito, Esaú tinha o direito sacerdotal da sua família, além disso, se tornaria o herdeiro principal das promessas divinas que estavam sobre o seu avô Abraão. Entretanto, ele não quis saber do que era espiritual. Precisamos entender que as bênçãos espirituais vêm primeiro. Antes das coisas acontecerem no mundo físico, elas são geradas no mundo espiritual. Portanto, não deixe que o mundo material sufoque a sua vida espiritual. Considere as bênçãos de Deus e dê a elas o valor que merecem.

Desconsiderou a aliança com seu pai – em quarto lugar, Esaú cometeu o maior de todos os erros quando desconsiderou a aliança com o seu pai, Isaque. O verso 28 diz que o pai o amava e não queria que ele desistisse de ser o primogênito. Não podemos tomar atitudes sérias sem ouvir os nossos pais. Temos de Deus uma visão de fazermos discípulos, e temos pais espirituais que nos ajudam e nos orientam. Precisamos decidir se queremos a bênção ou a maldição. Para que sejamos abençoados, não podemos esquecer que o Deus ao qual servimos é um Deus de aliança e, segundo a nossa fidelidade às alianças que temos, Ele libera a sua bênção sobre nós. Portanto, honre as lideranças que Deus lhe deu para lhe abençoar, compartilhando a sua vida e levando-as em consideração.



Laerte Cardoso

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