domingo, 9 de dezembro de 2018

Uma mudança pra valer


2 Reis 5:1-3

Introdução: a Bíblia conta a história de um comandante do exército Sírio, chamado Naamã. Diz o texto que ele era um herói de guerra, admirado pela sua nação e estimado pelo seu rei. Entretanto, mesmo considerado um homem de sucesso, Naamã era leproso. Ele convivia com uma fragilidade que o incomodava. Sua vida foi transformada a partir de um testemunho de uma jovenzinha israelita que servia em sua casa.

Estamos cercados de gente preciosa e de grande valor, mas com deficiências, com estigmas que roubam a plenitude da vida. Olhando para a história de Naamã, faremos algumas considerações que podem nos ajudar em nossa caminhada de fé.

As imposições da vida não precisam ser definitivas – em primeiro lugar, essa história nos mostra que as coisas que nos machucam e podem até mesmo nos prender, não são definitivas. A transformação é possível. Muitas coisas que se impõem contra nós, apresentam-se como se tivessem a palavra final. Não podemos olhar para essas coisas com os olhos da fatalidade, como se não pudessem ser revertidas. Em Deus, sempre haverá uma possibilidade nova de vermos quadros que parecem ser irreversíveis serem transformados para nossa alegria e glória do Eterno.

A palavra de Deus é o princípio de toda mudança – em segundo lugar, é a palavra de Deus que vai dar a partida, que vai produzir esperança e fé. O caminho para isso é, antes de tudo, dar ouvidos à palavra do Senhor. O Eterno move céus e terra para nos enviar a sua palavra. No caso de Naamã, o instrumento foi uma simples escrava israelita. Apesar de não ter o status de pregadora, aquela menina pobre tinha uma direção que mudou a sorte do grande general e sua palavra encontrou eco no coração do que estava leproso.

Temos que nos abrir para o sobrenatural – em terceiro lugar, Naamã teve que se abrir para a perspectiva do sobrenatural. Ele estava acostumado a conseguir o favor de homens poderosos e, por isso, buscou o rei de Israel, mas desta vez não seria um político, mas um profeta a dar solução para o seu problema. Isso fica claro nos versos do 5 ao 8, quando ele pede a interferência do seu rei no processo da sua cura.

Muitas vezes, nos equivocamos e deixamos de alcançar a bênção quando colocamos o favor dos homens acima da graça divina. Há momentos em que precisamos desistir dos meios naturais para mergulhar no poder de Deus. Enquanto insistirmos em nossa racionalidade, nada conseguiremos. É hora de considerar o poder de Deus. Através da fé é possível reverter quadros insolúveis. 

Vencer os obstáculos da alma – em quarto lugar, existem entraves dentro de nós que necessitam ser superados a fim de que alcancemos a cura. A vida de Naamã mostra claramente isso. Ele precisou vencer obstáculos internos para que pudesse alcançar o seu milagre. Vejamos quatro obstáculos muito comuns.

a)     O orgulho – é necessário abrir mão do orgulho. Quando Naamã se encontrou com o profeta Eliseu, este lhe deu uma direção inspirada por Deus para que ele fosse até ao Jordão e ali mergulhasse sete vezes. Não foi o rei, mas foi o profeta que tratou com ele mandando um recado que teria que mergulhar sete vezes (9, 10). Naamã pensou que receberia honras de chefe de estado.

b)     A incredulidade – os comandos do profeta estabeleceram uma prova de fé, humildade e perseverança. A princípio, Naamã resistiu, racionalizou, fez comparações, mediu e quase viu a sua fé se perder. O verso 11 diz que Naamã ficou indignado porque achava que aconteceria do jeito que pensou.

c)      O preconceito – Naamã precisou vencer preconceitos e gostos pessoais, sua religião e sua cultura diziam que em Damasco, sua terra, havia rios muito mais dignos do que o Jordão com suas águas barrentas. Mas era preciso abrir mão desses preconceitos e vontade própria para experimentar o milagre de Deus. Afinal, o Senhor resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes.

d)     A desobediência – finalmente, Naamã entendeu que a obediência era sua única esperança e decidiu fazer conforme a palavra do profeta, que lhe ordenara mergulhar sete vezes no rio Jordão. Imagine como isso foi desafiador para aquele homem. Ponha-se no lugar dele, tirando suas roupas e condecorações diante dos seus servos para assumir a fé no Deus de Israel. Naamã teve que entender que para alcançar o milagre era preciso sujeitar-se radicalmente a Deus e à sua palavra.

Conclusão: se o nosso objetivo é vencer o que nos envergonha, precisamos obedecer completamente. Mergulhar sete vezes no Jordão representou para aquele homem a obediência total e, mais que isso, a perseverança. Ir até o fim é a virtude dos que conquistam milagres. Muitos, hoje, ficam frustrados e sem a bênção porque se entregam parcialmente ou caminham apenas até certo ponto, mas não permanecem firmes até o fim. Aqueles, entretanto, que levam a sério o que Deus diz, voltam com um testemunho sobrenatural para contar e recebem uma nova vida para desfrutar.



Laerte Cardoso

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