sábado, 1 de dezembro de 2018

Uma tremenda restauração


2 Reis 6.1-7

Introdução: certa ocasião, os discípulos de Eliseu compartilharam com o profeta a necessidade de ampliar o lugar onde habitavam, e foram ao Jordão para cortar madeira a fim de executar o projeto. Eliseu foi com eles. Num dado momento, o machado de um dos seus discípulos caiu no rio. E diante da aflição do discípulo, por meio do profeta, um grande milagre aconteceu. Para a surpresa de todos, o machado flutuou e foi devolvido ao discípulo de Eliseu.

Tomando como base esse acontecimento, veremos alguns pontos para a nossa edificação.

Havia uma nobreza no projeto – os versos 1 e 2 mostram que a motivação do trabalho era a ampliação do lugar onde se reuniam. Quantas vezes somos movidos por uma intenção nobre, mas quando menos esperamos somos assaltados por um imprevisto que compromete a nossa jornada. A sua casa, a sua família, o seu trabalho, a sua vida, tudo o que visa a ampliação e o estabelecimento do Reino, são projetos nobres. Mas, quando menos esperamos, podemos sofrer algum contra-ataque.

O projeto foi compartilhado com o profeta – os mesmos versículos 1 e 2 também mostram que ninguém saiu a fazer o que deu na cabeça, mas o profeta foi honrado quando pediram a sua opinião. Quando compartilhamos projetos com lideranças venceremos os imprevistos da vida. Não desenvolva projetos sem compartilhá-los com a liderança. Muitos escondem as suas intenções pois temem a opinião do profeta. Eliseu poderia muito bem dizer que não era para fazer, mas eles não tiveram medo de compartilhar o que estava no coração.

O discípulo mostrou responsabilidade com o machado – o verso 5 revela a preocupação do discípulo com o machado perdido. Quando estamos desenvolvendo um serviço, acidentes podem acontecer. Na verdade, tudo o que temos não é nosso, tudo é emprestado por Deus (dons, talentos, habilidades). Quantas vezes, perdemos o que Deus colocou em nossas mãos e não damos a mínima (santidade, dignidade, família, saúde, finanças, casamento, ministério).

Ele lamentou a perda do machado, a Bíblia diz que ele gritou, ele sentiu a dor da perda. Quantas vezes somos irresponsáveis e nem mesmo lamentamos aquilo que perdemos.  Ao dizer "era emprestado", o discípulo estava reconhecendo que teria de prestar contas. Tudo o que Deus colocou em sua vida você terá que prestar contas. Não seja negligente com o dom que há em você, Deus vai pedir contas de tudo o que lhe deu.

Compartilhou a perda – o verso 3 afirma que o profeta estava presente. Eles levaram o profeta junto. Muitos se afastam do profeta, ficam longe da liderança, tentam resolver as suas perdas sozinhos. Vão perdendo o casamento, vão perdendo a família, vão perdendo o ministério, vão perdendo a alegria, vão perdendo a dignidade, vão perdendo a santidade, vão perdendo o sonho, vão vendo a vida afundar nas águas da tribulação, mas estão distantes do profeta e mergulham no rio tentando recuperar na força do braço aquilo que perderam. Pare de mergulhar nos problemas, volte-se para o profeta e compartilhe a sua perda.

"Onde caiu?" – o verso 6 diz que Eliseu perguntou ao discípulo onde o machado caiu. Isso mostra que nós temos que identificar onde foi que perdemos, ou onde foi que nos perdemos. Pode ser dolorido, mas temos que reconhecer o lugar das nossas perdas, o lugar das nossas derrotas, dos revezes que sofremos na vida. Temos que responder à pergunta do profeta, se queremos restituição, temos que confessar as nossas perdas e identificar quando, onde e como isso aconteceu.

Perdas geram instabilidades – sabemos que além do corpo nós temos alma e espírito. Perceba que o ferro caiu na água e o discípulo ficou com o cabo de madeira nas mãos. Isto exemplifica o que é um dom pela metade, incompleto, faltando uma parte. O cabo é o símbolo da alma, o ferro é símbolo do espírito, quantas vezes as águas da vida inundam a nossa vida espiritual e continuamos a jornada atuando com a nossa alma sem conseguir resultados. Só o espírito não resolve, mas só a alma também não resolve. Existem perdas que nos desestabilizam, que nos deixam incompletos, e por mais que nos esforcemos, nosso trabalho não produz. Infelizmente, muitos perderam o ferro que submergiu nas águas da vida e permanecem somente com o cabo de madeira nas mãos.

O sobrenatural e o natural – o verso 7 conta que o profeta fez o ferro flutuar, mas não fez o ferro saltar de dentro d'água. Pelo contrário, o profeta deu um comando do que deveria ser feito. Deus vai agir, mas também vai desafiar você a agir. Estender a mão e pegar o machado pode ser aquele pedido de perdão, pode ser o levantar cedo e ir atrás daquele emprego que você perdeu, pode ser acordar de madrugada e ir em busca do êxito do seu ministério, pode ser você chamar a sua esposa o seu filho para uma conversa de acerto. Deus vai fazer o machado flutuar, mas você vai ter que estender a sua mão para pegá-lo. Está flutuando, só falta você agir!



Laerte Cardoso

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