quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Encorajamento (4)


O Novo Testamento está repleto de passagens que expressam uma dependência recíproca na vida da igreja. Vejamos: “sujeitai-vos uns aos outros” (Ef 5:21); “considerai-vos uns aos outros” (Fp 2:3); “acolhei-vos uns aos outros” (Rm 15:7); “não faleis mal uns dos outros” (Tg 4:11); “aperfeiçoai-vos mutuamente” (2 Cor 13:11); “cooperai uns com os outros” (Hb 13:16); “tendes mútuo consentimento” (1 Cor 7:5);  “confortai-vos uns aos outros pela fé” (Rm 1:12); “levai as cargas uns dos outros” (Gl 6:2); “sede membros uns dos outros” (Rm 12:5); “amai-vos uns aos outros” (1 Ts 3:12); “dai honra uns aos outros” (Rm 12:10); “tendes sentimentos uns para com os outros” (Rm 12:16); “não julgueis uns aos outros” (Rm 14:13);  “aconselhai-vos mutuamente” (Cl 3:16); “exortai-vos mutuamente” (Hb 3:13);  “sede mutuamente hospitaleiros” (1 Pe 4:9); “suportai-vos uns aos outros” (Ef 4:2); “confessai os pecados uns aos outros” (Tg 5:16); “orai uns pelos outros” (Tg 5:16); “admoestai-vos uns aos outros” (Rm 15:14); “edificando-vos uns aos outros” (Rm 14:19); “saudai-vos uns aos outros com ósculo santo” (1 Pe 5:14); “sede servos uns dos outros” (Gl 5:13); “consolai-vos uns aos outros” (1 Ts 4:18); “vivei em paz uns com os outros” (1 Ts 5:13); “sede humildes no trato uns com os outros” (1 Pe 5:5); “tende comunhão uns com os outros” (1 Jo 1:7); “perdoai-vos mutuamente” (Ef 4:32).
Lamentavelmente, quando não entendemos essa dependência mútua e nos deixamos dominar pelo espírito de competição, acabamos nos enfraquecendo. Temos convivido com experiências muito tristes, onde ações do Espírito Santo, que deveriam contar com a participação e o empenho de todos, são simplesmente ignoradas por alguns segmentos da igreja. Essa indiferença, em alguns casos, é motivada por falta de visão. Em outros, pelo medo de que alguém alcance um destaque maior, caracterizando, dessa forma, a competição.
O mais importante em tudo isso é que tenhamos uma visão larga do Reino de Deus. Não podemos deixar de apoiar os planos que procedem do alto, pelo fato de não estarmos encabeçando esses planos. Ao constatarmos a graça sobre a vida de alguém, devemos, imediatamente, estender a nossa destra de comunhão, encorajando essa vida a prosseguir, nos tornando coparticipantes daquilo que lhe foi confiado; sabendo que tudo o que está sendo feito é para a glória, honra e louvor de Deus, o nosso Pai. 
A competição, o individualismo, a busca da independência, são características de um mundo distante de Deus. Não deve ser assim entre nós. Devemos estar atentos e prontos para incentivar irmãos, animar os desanimados, consolar os entristecidos. Podemos ser usados a qualquer momento para edificar vidas e isso pode ocorrer por meio de ações “simples” e pouco valorizadas como: cumprimentar, visitar, telefonar, enviar mensagens, interceder, jejuar, dar atenção aos outros. Por mais singelas que sejam, são ações que valorizam e edificam pessoas, fazendo com que todos tenham participação ativa no Reino.



Laerte Cardoso

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